Proporcionar aos estudantes a vivência de algumas dificuldades enfrentadas no dia a dia de pessoas com deficiências, desenvolvendo o social dos mesmos, propondo-os posturas e atitudes que eles precisam ter em relação ao respeito pelas diferenças dos outros.
Ensino Fundamental - Anos iniciais
Docente
Rede Municipal de Triunfo
Conhecimento, Empatia e cooperação, Responsabilidade e Cidadania
Ideia
Escola Municipal São Vicente de Paulo
Língua Portuguesa
Eixo da leitura/Eixo da oralidade/Eixo da análise liguística/Eixo das artes visuais.
Tempo de duração: 6 aulas
Nos dias atuais estou a lecionar em uma realidade bastante desafiadora, onde tenho turmas que apresentam elevado número de alunos com deficiências. A turma de 6º ano “A”, por exemplo, é composta de 34 alunos e dentre eles estão registrados 8 laudos (vale ainda ressaltar que apesar da quantidade de alunos laudados tenho em sala de aula apenas 2 apoios escolares). Na turma de 7º ano B tenho 26 alunos e 3 laudos (um único apoio). São situações bastante delicadas, pois os demais alunos da turma também requerem inúmeros outras atenções.
Acredito que essa minha situação não difere muito da realidade social do país. Visto que, em maioria das escolas, além de um alto número de alunos com deficiências (e sem apoio devido) ainda vem sendo comum observarmos alunos que manifestam outras dificuldades de aprendizado e/ou comportamentais, e muitas vezes não apresentam diagnóstico, talvez pelos pais não irem em busca do mesmo ou por que eles simplesmente não os revelam para a escola.
Logo, enquanto professora e perante esse cenário, me senti convidada a sair da inércia e repensar a minha prática educativa. Afinal, “Será que estou sendo escola inclusiva?”, “Como posso incluir verdadeiramente essas crianças em minhas aulas?”, “Como fazê-las evoluir em aprendizagem?”. Pensando nisso, entendi que o primeiro passo para amenizar tamanha angústia seria instigar o “sentir na pele”, o vivenciar as dificuldades que aquelas crianças sentiam, para então, melhor acolhê-los. Dessa forma, o papel do professor e também dos demais colegas de convivência teriam um satisfatório resultado visto perante nova ótica. Afinal, “não se deve julgar sem de fato conhecer”. Então, foi assim que vivenciamos uma OFICINA SIMULADORA de educação para o respeito. Acreditando fielmente na seguinte afirmação: “Já que vivemos em um mundo de grandes transformações que possamos nos permitir ser transformados por esse mundo também”.
Exercitar a empatia; Despertar atitudes de cooperação com o próximo; Instigar a resolução de conflitos; Praticar o respeito ao outro com acolhimento; Valorizar as diferenças.
A oficina aconteceu no decorrer de 6 aulas e foram distribuídas com atividades da seguinte forma:
1ª atividade (3 aulas): Sensibilização.
No primeiro momento, os estudantes assistiram ao filme (O primeiro da classe) momento que possibilitou aos mesmos retratarem a trajetória de desenvolvimento e acessibilidade escolar e profissional de uma pessoa com deficiência. (Um exemplo de superação ao bullying e ao preconceito). Foi uma aula expositiva, que por sua vez, pode fazê-los compreender a importância de acolher as pessoas em suas diversidades.
2ª atividade (2 aulas):Vivenciação.
Os alunos participaram de diversas atividades dinâmicas onde foram simuladas as dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiências físicas, do tipo:
LANCHE ÀS AMARRAS: Foram amarrados os braços do participante e oferecidos pipocas, chocolate e outros produtos embalados, como água, frutas etc. Para que o participante pudesse comer sem utilizar as mãos.
ASSINATURA ÀS CEGAS: Os participantes tiveram suas mãos amarradas e foram orientados a assinar seu nome em uma folha branca ou uma lista de presença.
TIRO ÀS ESCURAS: Foram separadas duplas e vendaram os olhos de um dos participantes, enquanto o outro orientava. Venceu a dupla que conseguiu acertar mais bolinhas dentro do cesto de lixeiro (o alvo). Nessa atividade as funções foram invertidas. As pessoas vendadas ocuparam a função de guias e vice-versa. Assim, todos puderam ter a sensação de guiar e de ser guiado.
CAIXA MISTÉRIO: Os participantes vendados precisaram adivinhar os objetos misteriosos que se encontravam no interior de uma caixa, eles utilizavam-se apenas das mãos para tocar nos objetos.
JOGO DA MEMÓRIA DOS SONS: O jogo foi bastante simples. Com os olhos do participante vendados, proporcionou-se um momento de concentração e os orientou a ouvir os sacudidos de algumas caixas de fósforos que continham diferentes materiais dentro (chips, moedas, palitos, grãos de arroz, feijão, milho), o objetivo da dinâmica era identificar o som de cada material utilizado. O que de maneira lúdica trabalhou-se a percepção auditiva dos estudantes envolvidos.
3ª atividade (1 aula): Reflexão.
Após a simulação das dificuldades possivelmente enfrentadas por alguns deficientes em suas atividades do dia a dia, os estudantes tiveram a oportunidade de relatar as experiências e sugerir ideias de como melhor guiar, acolher ou ajudar uma pessoa que possui tais deficiências (Produção de um mural com Post-it). As contribuições serviram para eliminar o preconceito perante as deficiências encontradas em sala de aula, o que por fim, possibilitou ainda a promoção de uma empatia para o ambiente social como um todo.
Material multimídia;
Vendas ou máscaras;
Ataduras;
Lanches (pipocas, bombons, frutas, biscoitos, sucos, água);
Papel sulfite;
Canetas;
Bolinhas (papel ou plástico);
Lixeiro sem tampa;
Caixa de sapato com uma abertura;
Objetos com diferentes texturas (para caixa dos mistérios);
Caixas de fósforos (clips, moedas, palitos, grãos de feijão, arroz, milho);
Post-it.
A avaliação será realizada mediante a participação dos estudantes nas atividades propostas e perante sua postura no dia a dia escolar, uma ação de monitoramento contínuo onde os alunos serão acompanhados pelo professor responsável da ação e por toda a comunidade escolar.
Convivência harmônica e respeitosa entre os colegas;
Redução das dificuldades ao realizar atividades coletivas;
Conscientização sobre a importância de acolher as diferenças e de ser empático perante limitações do outro;
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